30 de agosto de 2004

auto do barco

Perguntam-me por que razão nada escrevo sobre o barquito das feministas que vieram a Portugal, em cruzeiro, fazer publicidade a laboratórios farmacêuticos, medicamentos e clínicas abortivas. Não tinha comentado ainda porque a palhaçada é tão ridícula que se torna contra-producente - e, assim, mais vale deixar as meninas destruirem os seus próprios argumentos.
Subscrevo, por uma vez, o que escreveu a Zita Seabra, no Público de ontem: «Por tudo isto, é profundamente chocante ver este drama, este último recurso, transformado numa bandeira de luta, ou remetido banalmente para direito cívico, para já não falar num execrável acto de agitação e propaganda. Semelhante atitude é, além do mais, demonstrativa de um profundo desrespeito pela condição feminina, e por todas as mulheres e homens que fazem da maternidade e da paternidade um acto livre, responsável e muito, muito desejado. É um desrespeito por todas aquelas mulheres que, apesar das condições, das agruras da vida e das brutalidades que por vezes acontecem, decidem deixar, contra tudo e contra todos, prosseguir a gravidez que não desejaram, mas que lhes aconteceu».

9 Comments:

Blogger Rui said...

Lapidar.

30 de agosto de 2004 às 12:57  
Blogger Tino de Rans said...

Rapaz, as aldeãs quando se apanham na cidade querem mostrar-se senhoras modernas. E tocam a desmanchar a torto e a direito.

30 de agosto de 2004 às 15:46  
Blogger Alcabrozes said...

De facto, eu que até tenho uma posição favorável à despenalização, achei que todo esta novela não serviu para que, de uma maneira equilibrada, se esgrimissem opiniões e fundamentos. A situação foi tão mal arquitectada pelos organizadores e tão mal gerida por este governo que o resultado foi uma patética batalha floral onde quem teve tempo de antena foi que defende as posições mais radicais e obtusas, de parte a parte!
E no entanto, as mulheres continuam a morrer em vãos de escada...
Nota:Porque é que os que publicamente são contra a IVG, na sua maioria, ou são homens ou são velhas? Não há uma opinião formada nas mulheres em plena idade reprodutiva de entre os defensores da vida, como se auto-intitulam?

o net pulha

30 de agosto de 2004 às 18:38  
Blogger marvin said...

Ontem, aconteceu-me uma chatice: estava muito bem a descer as escada do meu prédio e não é que - no vão da escada - estavam a fazer um aborto? Eu disse logo: «ó minha senhora, mas porque é que não vai a Badajoz, em vez de estar para aqui a sujar isto tudo?»

30 de agosto de 2004 às 18:54  
Anonymous Anónimo said...

És muito engraçadinho sim senhor! Goza com as desgraças dos outros, goza! Só te fica bem como bom católico que és...

o net pulha

30 de agosto de 2004 às 19:01  
Anonymous Anónimo said...

És muito engraçadinho sim senhor! Goza com as desgraças dos outros, goza! Só te fica bem como bom católico que és...

o net pulha

30 de agosto de 2004 às 19:01  
Blogger Zu said...

As mulheres em idade reprodutiva que não concordam com a liberalização do aborto falam, sim. Está aqui uma a manifestar-se.

31 de agosto de 2004 às 15:19  
Blogger Tino de Rans said...

O meu pai ficou emocionado ao ler a tua carta. Desculpa, CC, mas tenho de o mandar já para o quarto ler o romance dos hipocondríacos, antes que grude no computador.

31 de agosto de 2004 às 17:47  
Blogger Tino de Rans said...

Elas ainda tentaram chegar à minha terra subindo o rio Douro para abortarem a plantação desenfreada de eucaliptos, mas encalharam no défice da casa do Douro.

1 de setembro de 2004 às 13:34  

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