17 de junho de 2004

sabor livre

O novo ministro do desprezo pelas cidades e da destruição do património natural reanunciou a decisão do ministro da privatização da economia nacional em construir uma barragem no último rio selvagem da Península Ibérica, o rio Sabor, em Trás-Os-Montes. Esta região já detém a mais alta densidade de barragens da Europa, mas mantém ainda o rio Sabor, um afluente do Douro, livre de construções humanas ao longo dos seus 120 quilómetros de extensão, onde sobrevive ainda uma importante comunidade de flora e fauna únicas no país.
Mas isso não interessa muito. O “desenvolvimento” não pode parar a destruição dos recursos, do meio ambiente e da qualidade de vida. Ainda que contra o parecer do Instituto de Conservação da Natureza, que diz ser esta a pior alternativa em termos de impacto ambiental e de biodiversidade, não obstante a própria EDP dizer que a solução não é economicamente viável, apesar do facto da energia a ser produzida corresponder apenas a 0,6% da energia consumida em Portugal (ao que acresce o facto da energia produzida por barragens ser a mais cara de todas), contra o parecer científico de 350 investigadores, o Governo pretende construir uma barragem dentro do espaço que Portugal (nós mesmos) decidiu incluir na Rede Natura 2000 – e que deveria ser área non ædificandi.
Mas isso não interessa nada. Em nome de interesses ainda desconhecidos, vamos submergir cerca de 50% da extensão do rio Sabor, destruir o meio ambiente que o envolve e reduzir o excesso de biodiversidade daquela região.
Na Plataforma Sabor Livre, constituída por seis associações ambientalistas (Fapas, GEOTA, LPN, Olho Vivo, Quercus e SPEA) há mais informações e uma petição que é imperativo assinar.

Powered by Blogger

www.website-hit-counters.com