2 de junho de 2004

hoje é quarta-feira

E por isso Terra está no ar, cheia de novas beatices para todos vós: o Rui Almeida lembra a ousadia da oração; o Miguel Marujo reflecte, já fora da moda mediática, sobre o aborto (perdão, a interrupção voluntária da gravidez); o Fernando Macedo, qual Chomsky do Norte, espreita e lê o casamento real dos vizinhos; o camarada Timshel, ciente que transforma a realidade ao observá-la, perora sobre o divórcio; o José, sempre ecuménico, reposta um texto sobre a alegria da convivência com hereges, infiéis e pagãos. Eu escrevi qualquer coisa sobre o lado negro da natureza humana, de como nos odiamos uns aos outros, enfim, sobre o pecado original da nossa condição que teimamos em não querer ver.

2 Comments:

Blogger Sofia said...

Interessante o artigo sobre a maldade ao alcance de todos. Na mesma linha há inúmeras histórias de judeus em campos de concentração, a quem chamavam kapos (julgo, mas já sabes costumo trocar as letras), que serviam de, à falta de melhor palavra, de lacaios dos nazis, passando informações, denunciando outros judeus, tentando obter algum poder para sobreviver. É interessante a natureza humana, porque nem todos foram assim. Outros não seguiram essa via.
Mas a conclusão a que me remeto é que perversão passa mais por inúmeros hábitos quotidianos. Tantas relações que sabemos de dono/submisso, de poder exercido de forma mais ou menos inconsciente. Entre pais e filhos, namorados e namoradas, trabalho,... Não precisamos da guerra para sermos torquemadas, embora aí, claro, seja mais evidente.
sinto que este comentário é muito à Thomas Hobbes.

2 de junho de 2004 às 12:21  
Blogger Sofia said...

na senda da tortura lembrei-me daquele sketch .
NOBODY expects the Spanish Inquisition!
[Cut to them torturing a dear old lady, Marjorie Wilde]


Ximinez: Now, old woman -- you are accused of heresy on three counts -- heresy by thought, heresy by word, heresy by deed, and heresy by action -- *four* counts. Do you confess?
Wilde: I don't understand what I'm accused of.
Ximinez: Ha! Then we'll make you understand! Biggles! Fetch...THE CUSHIONS!

[JARRING CHORD]

[Biggles holds out two ordinary modern household cushions]

Biggles: Here they are, lord.
Ximinez: Now, old lady -- you have one last chance. Confess the heinous sin of heresy, reject the works of the ungodly -- *two* last chances. And you shall be free -- *three* last chances. You have three last chances, the nature of which I have divulged in my previous utterance.
Wilde: I don't know what you're talking about.
Ximinez: Right! If that's the way you want it -- Cardinal! Poke her with the soft cushions!

[Biggles carries out this rather pathetic torture]

Ximinez: Confess! Confess! Confess!
Biggles: It doesn't seem to be hurting her, lord.
Ximinez: Have you got all the stuffing up one end?
Biggles: Yes, lord.
Ximinez [angrily hurling away the cushions]: Hm! She is made of harder stuff! Cardinal Fang! Fetch...THE COMFY CHAIR!

[JARRING CHORD]

[Zoom into Fang's horrified face]

Fang [terrified]: The...Comfy Chair?

[Biggles pushes in a comfy chair -- a really plush one]

Ximinez: So you think you are strong because you can survive the soft cushions. Well, we shall see. Biggles! Put her in the Comfy Chair!

[They roughly push her into the Comfy Chair]

Ximinez [with a cruel leer]: Now -- you will stay in the Comfy Chair until lunch time, with only a cup of coffee at eleven. [aside, to Biggles] Is that really all it is?
Biggles: Yes, lord.
Ximinez: I see. I suppose we make it worse by shouting a lot, do we? Confess, woman. Confess! Confess! Confess! Confess
Biggles: I confess!
Ximinez: Not you!

embora ao estilo do título do blog diga que para rir basta o nosso parlamento.

2 de junho de 2004 às 17:02  

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